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Por que Analisar Indicadores de Sustentabilidade em Municípios Costeiros?

Com a crescente preocupação com o desenvolvimento saudável das sociedades em harmonia com o meio, o homem passou a organizar-se e a se esforçar em criar mecanismos de acompanhamento e controle dos processos induzidos por atividades antrópicas na Zona Costeira (ZC). O conhecimento acerca da ecologia e da dinâmica costeiras passou a ser informação referencial para a tomada de decisões públicas a fim de que o crescimento e a expansão das sociedades sejam sustentáveis. Nesse âmbito, surge o Gerenciamento Costeiro Integrado como Ciência cujo objetivo é o de reconhecer a costa e suas características, compreender sua evolução e criar mecanismos de controle da qualidade da ZC, garantindo qualidade de vida à população que vive em tais zonas.

Uma das ferramentas utilizadas para levantar o estado da ZC é a estatística paramétrica, onde as características da ZC e as forças que atuam nela são representadas por parâmetros. De posse dos parâmetros, são então concebidos os indicadores, utilizados para fornecer informações a respeito de organizações complexas. O grau de importância dos parâmetros é distinguido por atribuição de pesos às medidas obtidas, resultando nos valores dos índices de cada indicador. Os estudos desenvolvidos com relação a indicadores de sustentabilidade têm demonstrado que a escolha dos mesmos deve-se ao reconhecimento das principais forças atuantes como pressão no ecossistema e que, assim, os conjuntos de indicadores variam entre diferentes regiões. No entanto, os indicadores possuem características comuns, sendo a mais notória a clareza para transmissão de informações.

Assim, como produto final, o presente trabalho apresenta o resultado das análises de quarenta (40) indicadores de desenvolvimento sustentável, baseados em dados oficiais relativos aos trinta e quatro (34) municípios costeiros, dentro das seis (6) dimensões do Desenvolvimento Sustentável apresentada por Ignacy Sachs: espacial, cultural, econômica, ecológica, social e política.

Para cada município foram calculados os polígonos de impacto antrópico, onde a influência de cada uma das dimensões analisadas estão representadas. Os mapas relativos aos indicadores e às dimensões fornecem, ainda, uma representação espacial das desigualdades encontradas no estado do Rio de Janeiro.

A pesquisa busca colaborar para o melhor entendimento das dinâmicas sócio-ambientais presentes no estado, constituindo relato necessário ao suporte informacional para a formulação de políticas adequadas à gestão dos recursos naturais e à garantia da qualidade de vida da população do estado.

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